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riscos_e_rabiscos

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* Nada escapa aos olhos das crianças...*

De manhã fiz a higiene habitual tomando uma banhoca e como hoje o dia nos brindou com um lindo céu azul e um sol de inverno quentinho e aconchegante, esmerei-me na secagem do cabelo. 

 

Chego à minha primeira turma e tenho um menino e uma menina a perguntarem-me:

 

- Ó teacher, esticaste o cabelo?

 

Surpreendida pela pergunta, respondi:

 

- Sim e não... sequei normalmente e como hoje está sol e não há humidade no ar, não tenho os poltergeists todos levantados na cabeça...

 

Risota geral. Pergunta o menino:

 

- Polter quê? 

 

Eu explico:

 

- Poltergeists... são assim uma espécie de fantasmas que, neste caso, são os cabelos pequeninos que estão a nascer e que ficam no ar parecendo fantasminhas a dançar...

 

Risota geral de novo. É tão bom poder brincar e rir com os meus meninos. Há turmas que sabem estar e que sabem quando é hora de brincar e de trabalhar.  

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Muda o tempo...

Mudo eu também! Estava tão bem ontem e hoje estou a modos que "uma lástima". Bom, se calhar estoua exagerar um bocadinho também. :P

 

Apanhei um "fresquinho" ontem ao fim da tarde enquanto esperava pelo autocarro. Foi coisa pouca... meia hora ao frio e ao vento porque o $#&=)%&= sacana do autocarro passou antes da hora.

 

Hoje estou fungosa e aos espirros, pois está claro! E como se isto não bastasse, já tive uma pequena arrelia. Há coisas que me deixam danada porque parece que há pessoas que não têm sensibilidade a determinadas situações. Ou então afzem de propósito... sei lá! Fico.. decepcionada, talvez... não sei se é esta a palavra certa. Mas pronto, é seguir em frente.

 

Agora vou ali dar mais setecentos espirros e grelhar uma postinha de salmão que está a pedir-me para a devorar. E eu vou fazer-lhe a vontade!

 

Fim da semana, início de outra!

E voltámos de novo à segunda-feira. E sinto-me toda partida e cansada. Mesmo boa para, de tarde, ir crucificar alunos, que é como que diz, colocar cruzinhas nas avaliações dos meus crianços.

 

Foi um fim de semana sem nenhum acontecimento extraordinário. Passámos da chuva ao sol, o que significou ficar com o carro todo c*gado de água com terra, do frio ao calor, fomos roubados numa hora de sono (eu penso que o meu cansaço se deva a isto), fiz dois bolos, um dos quais ficou do tamanho de uma roda de tractor (devia ter tirado foto.. :/). E não, não os comi, recambiei-os: metade para cada casa.

 

Terminei o fim de semana com uma "#$=$%$=% de uma enxaqueca que me fez uma visita surpresa. Só faltou mesmo aparecer a melhor amiga da minha enxaqueca, a menina alergia. Mas ouvi dizer que ela tinha ido passear para outro lado e, só por esta vez, safei-me!

 

Ora digam lá que esta não é vidinha boa... 

Pobre bichinho, teve de tirar uma soneca depois de roer uma pontinha a um dentastix! Trabalho árduo este, não?
Ah, e só por causa das coisas, o Pimentinha é um "menino", não é uma "menina", apesar dos penteados que eu às vezes lhe faço!
Acho que se nota bem... nem que seja à lupa!
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Cafeíno-dependente!

 

Nem um barril de café chegaria para saciar as minhas necessidades de cafeína. Hoje estou assim.

 

As mudanças climatéricas provocam alterações no meu organismo também. Parece existir um pacto Pessoinha-clima. Se o tempo muda, o meu organismo é solidário e muda também. Só ainda não percebi qual a vantagem. Até agora só vi as, digamos, desvantagens!

 

Passei uma noite horrorosa. Não precisei de abandonar o quentinho da minha cama – ai tão bom! – para ir espreitar à janela e contemplar o céu não estrelado nem o pavimento molhado.

Quando é que a minha amiga cola em mim tipo pastilha elástica? Quando o pacto começa a funcionar, que é como quem diz, quando o tempo muda.

 

O meu quarto parecia uma mansão assombrada. Só faltaram os morcegos, as teias de aranha e os gatos pretos. Bom, tenho um cão preto, será que vale?

Aposto que quem passasse na rua e me ouvisse a chiar, fugiria a sete pés. A pieira, esta noite, atingiu o seu auge! Estou a pensar seriamente em começar a gravar a minha pieira para vender aos tipos dos filmes de terror com casas assombradas e portas ferrugentas.

E mais! Como se não bastasse a chiadeira de porta ferrugenta – será da minha idade? – e desengonçada, estava com uma dificuldade tremenda em respirar. Ainda pensei que fosse o bóbi que se tivesse sentado em coma do meu peito mas, depois de umas apalpadelas, verifiquei que não, o dog estava a aquecer-me os pés.

Ah, e isto não é nenhuma comemoração antecipada do Halloween!

 

Só restava mesmo enfrentar o frio da noite e ir dar uma bombadela no nariz pois não podia fazer já mais nada. A ver se a chiadeira acabava e eu conseguia dormir descansada. Depois foi a vez do pingo no nariz. Levantar rabiosque da cama novamente, agarrar em lenços de papel e voltar ao local de partida. Ufa!

 

Com isto já era manhã, aquela hora de levantar para ir trabalhar, sabem? Mas eu não me levantei porque (agora roam-se de inveja!) hoje não era dia de aulas..1 Iupiii! Conclusão: fiquei mais um pouco na cama.

 

Mas tudo isto só para partilhar convosco que o meu organismo me está a gritar que precisa de cafeína. Já tomei a dose matinal e a da tarde e estou a ver que tenho de tomar uma dose extra.

 

 

Ai...!

Não é justo! Onde está o livro de reclamações que eu quero reclamar!!!

 

Anda esta Pessoinha a levantar-se todos os dias às 6.30h da manhã para ir trabalhar e a paga que tem é estar doente?! Não pode ser!

 

Já não basta o sacrifício de ter de madrugar e congelar na paragem do autocarro, sozinha e abandonada às sevícias do clima, como agora ainda estar cheia de febre?

 

Ai estou tão doentinha! Vou fazer uma pausasinha para tomar um comprimido e me meter na cama... A ver se recebo uns miminhos para isto passar mais depressa. Até logo!

 

 

 

Batalha Contra o Tempo.

 

 

Hoje acordei com o inverno dentro de mim.

A pele arrepia-se do frio gélido e cortante que me envolve em seus braços.

Do nariz caiem chuvas tropicais, cheias de intensidade e vigor mas de curta duração.

A respiração range como uma porta centenária cujo peso dos anos a faz penar qualquer movimento que faz.

O clima insurge-se contra o meu organimo, travando como que uma batalha pessoal violenta.

Mas o tempo é mais poderoso. Recorre às suas armas letais - o vento, a chuva, o frio, o calor e o sol - para me infligir golpes sem misericóridia. tal como o faz aos seus inimigos que vai derrotando e deixando pelo caminho sem qualquer pejo ou piedade.

Nada receio mais nesta batalha do que o envio de armas biológicas.

Ergui barreiras fortes e intransponíveis mas os enviados do tempo, cognominados "virus" e "bactérias", revestem-se de argúcia e perspicácia para superar todos os obstáculos que se lhe opuserem.

Imploro ao meu organismo que não se deixe derrotar pelo tão vil guerreiro do tempo intitulado Sir Constipação.